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Fundições vão investir US$ 300 milhões em usinagem


 


(13/12/2009) - Originalmente distintos, fundição e usinagem estão cada vez mais próximos. Hoje, 65% das cerca de 1.400 fundições brasileiras já oferecem serviços de usinagem aos seus clientes. E a tendência é de crescimento. A Abifa (Associação Brasileira de Fundição) estima que até 2013 as suas associadas irão investir cerca de US$ 300 milhões em máquinas e equipamentos de usinagem para atender a demanda crescente por peças fundidas e usinadas.

De 2003 a 2007 o setor já investiu cerca de US$ 170 milhões para agregar valor aos seus produtos - que é como os serviços de usinagem são encarados pelas fundições. Em média, a usinagem acrescenta de 25 a 30% ao valor dos fundidos. “A maioria das empresas, que originalmente dedicavam-se apenas à fundição, se voltou também para a usinagem, porque há grande demanda a ser atendida", destaca Wilson de Francisco Jr., coordenador da Comissão de Comercialização da Abifa e sócio-diretor da Lepe Indústria e Comércio, de Guarulhos (SP), que produz peças fundidas e usinadas para a indústria automobilística.

Um fator fundamental para essa mudança foi a solicitação dos próprios clientes que, assim, diminuem os elos em sua cadeia de fornecimento. Fabricantes de caminhões e tratores, entre outros, que se incumbiam de usinar suas peças fundidas (internamente ou através de terceiros), passaram a solicitar aos fornecedores a entrega das peças já usinadas.

De outro lado, a própria indústria de fundição se viu pressionada pela entrada de fundidos importados (em especial de países com baixo custo industrial). O aumento da concorrência obrigou as empresas do setor de fundição a buscar formas de imprimir maior valor agregado aos seus produtos, com grande parte delas optando pela criação de unidades internas de usinagem. Uma das empresas que seguiu nesta direção foi a Fundição Brasileira de Alumínio (FBA), especializada em fundição de alumínio injetado sob pressão. Depois de agregar serviços, obteve crescimento anual médio da ordem de 30%.

Francisco Jr. comenta que parte das fundições contrata serviços de terceiros, mas a maioria optou por instalar departamentos de usinagem em suas plantas. É o caso da Lepe, que adquiriu máquinas da Okuma. “Percebemos que a empresa que não agregasse valor ao seu produto fatalmente perderia mercado. Por isso, decidimos criar uma unidade específica de usinagem e a equipamos com tecnologia de ponta”, afirma. “Cerca de 70% de tudo o que produzimos tem valor agregado e a tendência, no médio prazo, é atingir 99%”.

Para ele, esta é a tendência. O diretor da Lepe lembra que - só para agregar valor aos seus produtos - a indústria nacional de fundição investiu US$ 170 milhões de 2003 a 2007. "É um mercado que tende a crescer ainda mais nos próximos anos. Até 2013, o investimento praticamente vai dobrar, chegando a mais de US$ 300 milhões”, prevê.

 


Fonte: Usinagem Brasil



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