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Interplast 2010
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Santa Catarina, um espelho do Japão


Santa Catarina, um espelho do Japão

A Região Sul, foco central da Interplast, concentra 26,9% das indústrias de plásticos do Brasil, com 3.036 empresas e 86 mil empregos - abaixo apenas de São Paulo. E nesse contexto, Santa Catarina, estado sede da feira, destaca-se como um dos maiores pólos setoriais e líder brasileiro em transformação de PVC. O Estado processa 900 mil toneladas/mês de resinas, tem 879 empresas que, juntas, respondem por 33.483 mil empregos diretos (Abiplast 2007) e faturamento de R$ 6,7 bilhões em 2007. A previsão é crescer mais em 2008, diz o presidente do Simpesc (Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado de SC) Albano Schmidt. Em entrevista exclusiva ao editor Júlio Sortica, revela o segredo do crescimento: “Eu acho um espelho bastante grande o Japão”, diz, animado com o setor e o sucesso da Interplast, promovida pelo Simpesc.

Plástico Sul - Qual a importância da Interplast para o desenvolvimento da cadeia petroquímica plástica brasileira e especial da Região Sul (RS, SC e PR)?
Albano Schmidt - A Interplast já é a segunda maior e mais importante feira do segmento plástico do Brasil. Sendo assim, é, sem dúvida, uma das maiores da América Latina por conseqüência. Ela se fortalecendo e a indústria toda se fortalecendo, obviamente ajudará todo o desenvolvimento do setor plástico na Região Sul.

PS - Para essa quarta edição são quase 500 expositores, como se explica esse crescimento do evento em tão pouco tempo, em oito anos, quatro edições?
Albano Schmidt – Creio que a justificativa está, em primeiro lugar pelo fato de ser feita com profissionalismo, pela qualidade dos expositores e a competência da organização da feira. Esse é o primeiro grande motivo.
O segundo é, de fato, pela exposição que a feira acabou tendo e dando aos seus expositores, fazendo com que obviamente mais e mais empresas se interessem em expor na Interplast e participar desse evento. E o sucesso do Cintec também valoriza a feira e a participação dos expositores.

PS - O Cintec já é considerado um dos congressos técnicos mais valorizados do Brasil Como se explica essa importância?
Albano Schmidt - Essa conjunção de fatores, de experiência e competência na organização de congressos através da Sociesc e a presença maciça de indústrias e a parceria que existe da Sociesc, do Curso de Plástico que ela oferece no estado, faz com que o congresso seja muito forte. Assim, tem uma afluência grande de pessoas interessadas em adquirir novos conhecimentos e trocar experiências nessas áreas de todas as tecnologias do plástico.

PS - Para essa edição o quê o visitante pode esperar? Há um foco mais especifico? Há algo mais impactante nessa edição?
Albano Schmidt - Penso que o mais impactante é, de fato, as oportunidades que as empresas dão de lançarem produtos na feira, de reforçarem as suas marcas, a sua presença no mercado brasileiro. Acho que o que está crescendo muito é a consciência do plástico como um material reciclável, temos bastante expositores nessa área de reciclagem, reprocessamento de materiais... Creio que isso está ficando cada vez mais forte e presente na nossa feira.

PS - Qual a importância da Região Sul para o setor plástico brasileiro considerando-se que temos mais de três mil empresas nos três estados?
Albano Schmidt - A Região Sul é a segunda maior consumidora de plástico do Brasil, depois de São Paulo... é essa região, com uma expressiva liderança de Santa Catarina. No Estado nós temos líderes em vários setores, como PVC, descartáveis, utilidades domésticas, e isso acho que faz o grande diferencial e a pujança de Santa Catarina e o interesse dessas empresas virem para cá e estarem conosco na Interplast.

PS - SC não tem pólo Petroquímico, não tem refinaria, não tem nem grandes indústrias químicas. No entanto, ela se transformou no segundo estado transformador do Brasil. Como explicar esse sucesso como transformador de vanguarda, de primeira linha?
Albano Schmidt - Eu acho um espelho bastante grande o Japão. O Japão não tem matérias-primas, não tem indústrias de base, não tem nada e em compensação é a segunda ou terceira maior economia do mundo, maior fabricante de automóveis, líder em tecnologia e tudo mais. Isso é o que acontece também em SC. A indústrias aqui se destacam pela competência, inovação, lançamento de produtos, no seu posicionamento de mercado, de marca na indústria da transformação. Ela usa essa competência inovadora e de tecnologia para se abastecer até dos grandes centros petroquímicos, inclusive do exterior.

PS - Quais os setores mais desenvolvidos em SC atualmente e que outros podem ser também explorados nos próximos anos?
Albano Schmidt - O nosso setor mais forte continua sendo ainda o de injeção plástica principalmente o PVC. Outros segmentos são os de copos descartáveis. Mas vem crescendo cada vez mais outras áreas de injeção de plásticos de engenharia, que estão abastecendo o consumo final, como para construção civil. Também está evoluindo cada vez mais em Santa Catarina e Rio Grande do Sul o setor automotivo, como fornecedores de injetados para a indústria automobilística.

PS – Mas há um setor, que corre paralelo ao plástico que tem alto conceito, não?
Albano Schmidt - O que tem muito potencial e se destaca em Joinville nacionalmente é o pólo de ferramentaria. Esse realmente é conhecido nacionalmente. São mais de 300 ferramentarias na cidade, fornecendo moldes para o Brasil inteiro, da melhor qualidade, em todas as tecnologias existentes. Nós temos uma competência muito grande e com um apoio muito forte da Universidade Federal e da Sociesc em Joinville.

PS – A Abiplast lançou recentemente um Grito de Alerta diante das dificuldades do setor plástico com os aumentos das resinas. Esse é o problema mais grave?
Albano Schmidt - – Nós estamos bastante preocupados com a crescente concentração da indústria petroquímica, isso faz com que tenhamos uma elevação grande nos preços das resinas. Mas outro entrave que atrapalha o desenvolvimento do plástico como um todo é a questão tributaria, principalmente na construção civil, que é uma discussão infindável. Temos que competir na construção civil com materiais que são isentos tipo cerâmica e tijolos, enquanto soluções de plástico tem diversos impostos. Essa questão tributaria afeta um crescimento mais expressivo do consumo de plástico no Brasil.

Fonte:
Revista Plástico Sul
WWW.plasticosul.com.br

 


Fonte: Revista Plástico Sul



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