

Intermach: mercado catarinense dá sinais de reação
(20/09/2009) – O movimento da Intermach 2009, feira de máquinas e equipamentos realizada na semana passada em Joinville (SC), surpreendeu os expositores que apostaram na realização do evento. Clientes interessados, com projetos de novos investimentos, incluindo o fechamento de negócios, animaram os fabricantes de máquinas e equipamentos. “O que está acontecendo aqui é uma sinalização de que está ocorrendo um reaquecimento do setor metal-mecânico”, avalia Murilo Chemin, supervisor de Vendas da FG Máquinas. Frisando que o movimento atendeu suas expectativas desde o primeiro dia, informa que tinha como meta o fechamento de negócios num total de R$ 2 milhões, tendo já se aproximado de R$ 500 mil no segundo dia do evento. “Dentro da atual realidade do mercado, a feira está superando as expectativas”, observa Guilherme Guedes, gerente da Filial Joinville da Romi. Guedes ressalta a qualidade das visitas e, em especial, a disposição dos visitantes em investir e aproveitar as atuais vantagens oferecidas pelo BNDES. Segundo o gerente, a Romi comercializou tornos e centros de usinagem no evento, não revelando, porém os números totais. “Sentimos que todos os segmentos estão reagindo, ainda que em ritmos diferentes”. Representante da Deb´Maq em Santa Catarina, Zilmar da Silva, da Sovemasc, se dizia satisfeito com o movimento da feira. ”A maioria dos clientes veio à feira para conhecer as novidades, mas estamos satisfeitos, porque sentimos que agora o mercado vai reagir”, comenta. Um sinal dessa recuperação, em sua opinião, era o fato de ter concretizado a venda de duas máquinas – um torno Logic CNC III e uma fresadora Petrus 50/100 – já no primeiro dia da feira. Para Dieter Thomsen, representante da TM Bevo – Quaser em Santa Catarina, o mais importante era que o movimento da feira e o nível de interesse dos visitantes possibilitou à empresa mostrar uma marca que está chegando ao mercado brasileiro. “Recebemos muitos clientes da região, manifestando interesse concreto em adquirir máquinas. Acredito que essa feira vai nos proporcionar o fechamento de bons negócios nos próximos meses”, avalia. Segundo Thomsen, o centro de usinagem Quaser exposto na feira, com recursos como deslocamentos e trocas rápidas, alta velocidade e preço competitivo ”é muito adequado às necessidades das ferramentarias da região”. “Essa feira está ocorrendo no momento oportuno. Se fosse dois meses atrás, o resultado seria diferente”, analisa Eduardo Rodrigues, diretor Comercial da Meggatech, que perseguia a meta de fechar a venda de 10 máquinas durante o evento. “Acho um objetivo bem factível”, disse. Destacando a ausência de muitos concorrentes, afirmou que o Grupo Megga , mesmo com a crise, não alterou seu cronograma de participação em feiras regionais e, na Intermach, estava colhendo os resultados dessa estratégia. MOMENTO DIFÍCIL – Luiz Roberto Lepeltier, diretor da Messe Brasil, organizadora da Intermach, conta que a empresa enfrentou muitas dificuldades para promover o evento. A comercialização da feira, por exemplo, já estava praticamente fechada quando a crise chegou, obrigando à retomada de todos os esforços comerciais para manter e conquistar novos expositores. O fato de a feira ser realizada quando o setor metal-mecânico dá sinais de recuperação recompensaram os esforços. “A Intermach acontece num momento importante, de retomada, e está surpreendendo os expositores, que receberam visitas e estão fazendo negócios além de suas expectativas iniciais”. Além da Intermach, a Messe Brasil também promove as feiras Metalurgia e Interplast, previstas para 2010, a Intertooling, prevista para 2011 (em São Paulo), a Intercom e a Expogestão. A próxima Intermach será realizada em 2011. Fonte: Usinagem Brasil |
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